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Helicópteros mais acessíveis
Com o compartilhamento de aeronaves, usufruir de um helicóptero se tornou mais fácil

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AS 350 B3 Esquilo, o mais caro dos três modelos de helicóptero disponíveis para compartilhamento
O transporte aéreo dentro de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro já é possível para quem não pretende manter um helicóptero exclusivo. Com o programa de compartilhamento de aeronaves (time share), os custos foram reduzidos e o serviço ampliou-se como alternativa para os complicados congestionamentos de automóveis enfrentados nas metrópoles. Empresas, executivos, ou mesmo quem simplesmente deseja mais conforto têm se interessado cada vez mais pelo serviço.

O conceito de propriedade compartilhada em helicópteros foi inserido na aviação executiva brasileira em 2001 e ampliou as possibilidades para quem busca mais agilidade em transporte. Com a otimização do uso das aeronaves e a divisão das despesas, os gastos fixos mensais reduziram-se em até 82%, importante fator para o público consumidor deste segmento, que decide suas aquisições de acordo com o retorno financeiro em relação aos investimentos no mercado de capitais. A rentabilidade acabou levando até mesmo antigos proprietários de helicóptero a migrar para o time share.

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São Paulo, trânsito e violência: a segunda maior frota de helicópteros do mundo
Para participar do compartilhamento de helicópteros, a pessoa (ou empresa) deve, inicialmente, comprar uma cota, que equivale a 10% da propriedade da aeronave. Mensalmente, paga-se uma taxa fixa correspondente aos custos de uso do hangar, seguro, piloto e despesas administrativas, e uma taxa variável, que inclui os custos do combustível e de manutenção, proporcional ao tempo de vôo utilizado. Cada cotista tem à disposição, a qualquer momento, dez horas de vôo por mês, tempo suficiente, por exemplo, para quem faz diariamente o trajeto entre a Avenida Paulista e Alphaville (14 minutos, ida e volta), restando ainda três horas.

A primeira empresa a oferecer o serviço de compartilhamento de aeronaves no Brasil foi a Helisolutions, que possui três opções de modelos de aeronave: Robinson R44 Raven, EC 120 Colibri e AS 350 B3 Esquilo. Para ter à disposição um R44 Raven, o modelo mais barato (quatro lugares e velocidade máxima de 210 km/h), o cliente deve pagar aproximadamente US$ 63 mil para adquirir a cota, e, mensalmente, terá a taxa fixa de cerca de US$ 2.500, e a variável de US$ 380. O modelo mais caro, AS 350 B3 Esquilo (seis lugares e 246km/h), custa ao cotista cerca de US$ 300 mil para aquisição, e taxas de US$ 6.150 (fixa) e US$ 870 (variável).

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Com quatro lugares e velocidade máxima de 210 km/h, o Robinson R44 Raven tem as menores taxas
Além de São Paulo e Rio de Janeiro, que já são atendidas pelo serviço, Campinas, Salvador e Porto Alegre estão nos planos da Helisolutions, empresa que trabalha com time share em helicópteros no Brasil.

Time Share: como começou
Originalmente criado nos anos 60, na Europa, a noção de time share foi idéia do dono de um hotel nos Alpes Franceses, que passou a incentivar que os turistas comprassem cotas de seu hotel, em compartilhamento, em vez de apenas alugarem um quarto. Os custos do resort, divididos entre os “proprietários”, tiveram uma redução significativa, e, com o passar do tempo, o conceito se estendeu para iates, lanchas, helicópteros e trailers.