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10/11/2008

Tradição francesa em bolsas
A Longchamp comemora 60 anos de tradição em acessórios de couro, e chega ao Brasil com flagship no Cidade Jardim

Divulgação
Bolsa da linha LM, relançada em homenagem ao aniversário da marca
A marca francesa de acessórios em couro, Longchamp, comemorou em setembro seus 60 anos com o relançamento de uma bolsa criada pelo fundador da marca, Philippe Cassegrain, e a produção de 60 peças únicas pelo artista plástico Jean Luc Moerman. A empresa chegou ao Brasil em maio, abrindo sua primeira flagship no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, comandada pelas brand managers Kika Rivetti e Tânia Wagner.

Há 60 anos, em 1948, nascia a Longchamp, criada por Philippe Cassegrain. O visionário transformou a loja de tabaco da família, em Paris, França, em uma loja de exclusivos cachimbos envoltos por couro produzidos por excelentes artesãos, que logo se tornaram itens de luxo. Em 1955, o empresário expandiu seus negócios, abrindo uma fábrica em Segré, a 300 quilômetros de Paris, para produzir outros acessórios em couro, pelos quais sua marca ficaria conhecida em todo o mundo. Os cachimbos apareceram pela última vez no catálogo de 1978.

Marina Malheiros
O CEO, Jean Cassegrain, Kika Rivetti, Stephanie Pena e Tânia Wagner na festa de 60 anos da marca na loja no Brasil
A principal ação para comemorar os 60 anos da Longchamp, foi relançar a linha de bolsas LM, desenhada por Philippe Cassegrain, fundador e presidente da empresa, no início da década de 70. A coleção, que fez com que a marca fosse reconhecida no segmento de acessórios de couro femininos, foi relançada nas versões LM Vintage, igual à original nas cores moka e preto, e LM Verni, mais contemporânea.

Como parte das comemorações, o artista belga Jean-Luc Moerman foi convidado para produzir 60 bolsas diferentes e únicas, reinterpretando a estampa original da coleção LM. Ele se inspirou na antiga arte da tatuagem para criar um desenho urbano e contemporâneo. Chamada de Moerman Edition, a exclusiva linha já se tornou objeto de desejo das fashionistas.

Divulgação
Uma das 60 bolsas únicas da coleção especial produzidas por Jean-Luc Moerman, que faz a releitura da estampa LM
A Longchamp, que entre 2000 e 2005 era vendida exclusivamente no Brasil pela boutique Eclat, no Shopping Iguatemi, abriu em maio de 2008 sua primeira flagship no País, localizada no Shopping Cidade Jardim, através de quem sempre a representou: as empresárias Kika Rivetti e Tânia Wagner, hoje no comando da consultoria Eclat e brand managers da empresa francesa, que sempre teve em seus planos de expansão o desejo de abrir uma loja no País.

A nova loja-conceito Longchamp, no Cidade Jardim, já é considerada a mais importante da empresa na América Latina. Com um investimento de R$ 1 milhão e um espaço com 100 metros quadrados e 6 metros de pé direito, a loja de padrão internacional tem projeto do francês Alexis Govaert, que já trabalhou na equipe de arquitetos da Louis Vuitton. A cor predominante é o cinza, presente no piso de granito e nas paredes de alumínio anodisado e, dando um toque de sofisticação, os puxadores das gavetas presentes na loja são feitos do mesmo couro usado nos produtos da marca.

A expansão da empresa começou nos anos 70, com a ocupação da Europa, depois chegada aos Estados Unidos e ao Oriente, e, finalmente, a abertura de lojas na América Latina, como no Brasil, onde é considerada uma marca de luxo. Para a brand manager Kika Rivetti, que já foi correspondente da Vogue na Europa, e trabalhou para marcas como Yves Saint Laurent e Valentino, o sucesso da Lonchamp no País é garantido, já que “o mercado brasileiro é um mercado em expansão porque o brasileiro gosta de luxo”.

Continua...