
Foi a partir de 1982, que a empresa iniciou um díficil período. Desgastada por intrigas e disputas familiares que preencheram diversas manchetes de jornais e capas de revistas pelo mundo todo, a marca ficou extremamente mal administrada. De todos os herdeiros legais de Guccio Gucci, ficaram como proprietários e dirigentes apenas ao neto do fundador, Maurizio Gucci (1948-1995) e o seu irmão, Aldo Gucci (1905-1990). Maurizio adiquriu no início de 1990 a totalidade da empresa, e viu-se diante da oportunididade de iniciar seu plano de expansão do império Gucci. Infelizmente, Maurizio era um péssimo administrador e a empresa quase chegou a falir.
Durante a má administração de Maurizio Gucci, um dos epsódios mais mais tristes da história da Gucci foi quando a empresa não tinha nem dinheiro para comprar material de produção para honrar pedidos. Sara Gay Forden, autora do livro Casa Gucci, relata que, Carlos Magello, o então diretor administrativo da Gucci no Reino Unido, gerou a maior venda de todos os tempos da companhia. recebeu um pedido do sultão de Brunei, e ficou em sérias dificuldades para entregar os 27 jogos de malas em couro de crocodilo, valor do pedido: US$ 2,4 milhões. Ele teve que solicitar ao representante do sultão US$ 240 mil como pagamento antecipado para poder comprar o couro.
Todo o início da década de 90 foi marcada por tumultuada transição da empresa para deixar de ser uma empresa familiar comandada por Maurizio Gucci, terceira geração de seu fundador, para passar a ser um empresa profissionalizada e de capital aberto. Em 1995, assumiu a presidência da empresa Domenico De Sole, um executivo que ná época possuia 11 anos de Gucci e passou a representar os interesses do novo proprietário, o grupo financeiro Investcorp. Foi inicializada a revigoração da marca. O responsável por esta empreitada foi o diretor de criação e, então, desconhecido para o grande público, Tom Ford. Foi ele quem trouxe um senso de ousadia e sensualidade às produções da companhia, presentes até hoje. Já no século XXI, Mark Lee assumiu a cadeira de presidente da empresa e Frida Giannini, que havia trabalhado durante três estações como designer da Fendi, passou a ser a nova diretora de criação.
