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A cosmopolita Dubai
Investimentos estrangeiros e construção civil transformaram a cidade no principal centro de negócios e turismo de luxo do mundo árabe

Divulgação
Palm Island, ilha artificial em forma de palmeira que é propriedade de investidores de todo o mundo
Um lugar onde diferentes culturas se encontram e não se confrontam. Assim é Dubai, a cidade mais rica dos Emirados Árabes Unidos. Com uma população de 1,6 milhão de habitantes, 80% de origem estrangeira, o território de Dubai recebe quase sete milhões de turistas ao ano, 30% a mais que o Brasil, que possui uma extensão mais de duas mil vezes maior.

A mentalidade empreendedora do emir Mohammed bin Rashid Al Maktoum, que comanda seu reinado com mãos de ferro desde os anos 70, pode ser apontada como um dos motivos para a riqueza de Dubai, a segunda maior cidade dos Emirados Árabes Unidos (atrás da capital Abu Dhabi). Maktoum deu início a um projeto para transformar a cidade-estado em um referencial de turismo e negociações.

Hoje, o poder econômico da cidade mais rica dos Emirados Árabes Unidos não é resultado apenas da atividade petrolífera, que deve se esgotar nos próximos anos, mas também dos investimentos estrangeiros e da intensa demanda da construção civil, que emprega um terço da população local. O aeroporto internacional de Dubai foi ampliado e a cidade transformada em uma escala obrigatória para os vôos da Emirates Airlines (empresa aérea estatal dos Emirados Árabes Unidos) no trajeto entre Europa e Ásia.

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O Hotel Burj Al Arab, um dos dois hotéis sete estrelas do mundo, construído no formato da vela de um barco
Um dos pontos mais famosos de Dubai é o hotel Burj Al Arab, que tem o formato de uma vela de barco. O lugar possui uma quadra de tênis suspensa a 211 metros de altura e é considerado um dos dois únicos hotéis sete estrelas do mundo, juntamente com Emirates Palace Abu Dhabi, que, segundo o próprio nome, também localiza-se nos Emirados Árabes.

Outro atrativo turístico de Dubai são suas ilhas artificiais. Um exemplo é o Palm Island, um arquipélago em formato de palmeira onde estão instalados condomínios e hotéis, que se transformou em modelo para duas outras ilhas em construção. O The World, outro arquipélago em construção, tem ilhas que formam o desenho do mapa-múndi e custam entre US$ 6,2 e US$ 36,7 milhões. A maioria das ilhas do The World já foi vendida para investidores de todo o mundo; a propriedade que representa a Etiópia, por exemplo, foi adquirida pelo casal de atores Angelina Jolie e Brad Pitt.

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O Aeroporto Internacional de Dubai se tornou o principal ponto de escala da rota Europa-Ásia
Apesar do já intenso fluxo de turistas, Dubai tem como meta receber 15 milhões de visitantes ao ano. O aeroporto da cidade atende o turismo local e é um importante ponto de conexão de todo os vôos que chegam e saem do território árabe para outras localidades do planeta. Ele entrará em sua segunda fase de construção e terá capacidade para atender 70 milhões de pessoas, o dobro do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, cidade mais visitada do mundo.

O dinheiro do petróleo dos Emirados possibilitou investimentos para a inserção de Dubai no mercado do turismo de luxo. Assim como a cidade de Las Vegas, nos Estados Unidos, Dubai foi erguida no meio de um deserto e tem vocação turística. Suas principais atrações incluem esportes, como o esqui, que pode ser praticado em uma pista de três mil metros quadrados, excêntricas construções e a vida noturna, que reúne o melhor das 140 nacionalidades que convivem na região. Assim, já há quem considere Dubai a “Las Vegas do século XXI”.

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