
Tudo o que leva o nome Marc Jacobs em pouco tempo se torna cobiçado. Suas criações, carregadas de elementos inovadores, ao mesmo tempo resgatam tendências dos anos 50, período de explosão econômica e de glamour nos Estados Unidos. Assim como as coleções de vestuário criadas pelo designer, as bolsas trazem a inspiração do estilo pós-guerra daquele país, sempre com detalhes marcantes, estampas exageradas e cores fortes.

Pela conceituada Louis Vuitton, assumiu o cargo de diretor criativo em 1997 e imprimiu um novo estilo à marca, dando um ar mais moderno e irreverente às peças que antes traziam um estilo formal (do qual, aliás, a Vuitton faz questão de não abrir mão completamente). A arte passou a integrar as referências de suas coleções.
Logo que assumiu a criação da Louis Vuitton, Jacobs convidou Stephen Sprouse para participar da coleção. O artista criou um logotipo grafitado, que foi aplicado no couro de tradicionais modelos da casa. Outro convidado, Bob Wilson, uma celebridade do teatro experimental, foi o principal responsável pelas estampas e cores da coleção que, em 2002, deixou as vitrines Vuitton totalmente fluorescentes. Além da cor nada convencional, as bolsas da coleção daquele ano tiveram também o logo estilizado. Com o sucesso, diversos artistas se sucederam em parcerias com Jacobs nas coleções Vuitton, entre eles Takashi Murakami, Julie Verhoven e Richard Prince.
Sempre muito elogiado pela crítica, Marc Jacobs recebeu o título de Guru do Grunge pelo jornal Women’s Wear Daily, considerado a bíblia da moda nos Estados Unidos. Em suas coleções, o designer faz referências ao estilo do início dos anos 90, com elementos como estampas xadrez, tecidos em flanela e sobreposição.
Com suas coleções desejadas por personalidades de todo o mundo, o moderno Marc Jacobs sintetiza tendências de diferentes épocas, reinventa estilos e reverencia a produção artística. Suas criações, que contam com a participação de artistas de diversos continentes, o revelam como um amante da arte, que transporta esta admiração para a vida pessoal e concentra seus investimentos na formação de um verdadeiro acervo de obras. Tal encantamento, somado a seu talento, torna possível a muitos que literalmente se vistam com a beleza criativa de sua arte.